segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Às oito


Antes, estava lendo. Fora interrompida pelos toques: da campainha e do telefone. Naquele momento, quis saber porque haviam resolvido tocar simultaneamente. Confusa como era, ficou ali, no meio da sala, paralisada, decidindo o que ia fazer primeiro. Resolveu atender ao telefone.  "Não quero mais ficar tanto tempo sem você", dizia a voz do outro lado, que ela tão bem conhecia. Sem saber o que dizer, o que responder, abriu a porta. Era ele, e agora, à sua frente, repetia: "Não quero mais ficar tanto tempo sem você". Novamente, não sabia o que fazer, mas instintivamente o abraçou. "Eu também não". E desejou que aquele abraço jamais chegasse ao fim.

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