quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

...

Mais um final de ano, mais uma vez nossas esperanças se renovam e nossas expectativas se focam no novo ano - ou não -. Pros mais pessimistas é mais um ano, a mesma coisa de sempre, ou até pior.. Pros mais otimistas é mais um ano onde as coisas possivelmente serão melhores. Pros normais, 2011.

Não tem como não pensar naquelas várias e várias promessas que sempre fazemos e rotineiramente não cumprimos, no encontro com a família ou na esperança de melhoras, é a vida, é assim que as pessoas são.

Bom, tomara que nesse ano as pessoas se tornem realmente mais humanas, sejam mais solidárias e que não aconteçam tantas tragédias. É.


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Green Day - Last of the American girls


[...]
She's an endless war
She's a hero for the lost cause
Like a hurricane
In the heart of devastation
She's a natural disaster
She's the last of the American girls
[...]




terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O caçador de pipas.


"Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar."

O caçador de pipas - Khaled Hosseini

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

coisas, coisas, coisas...


..Nada nesse mundo é certo, além da morte e da necessidade de ar em nossos pulmões.
..Quando menos se espera tudo muda novamente e eu custo a me acostumar outra vez. Não sei por que ainda me esforço para entender isto. Em um momento eu poderia apostar tudo dizendo que as coisas não tornarão a mudar, que desta vez – desta única vez – as engrenagens da vida encontrarão seus eixos e voltarão a funcionar novamente, sem imprevistos irritantes.
..Mas as coisas nunca se tornam calmas, deve ser alguma força neste universo que faz com que a felicidade se ausente de nossas vidas em momentos alternados, fazendo-nos mergulhar em nossa tristeza monótona e imutável, porque a tristeza não se altera não se esvai e nem desvanece; ela somente nos deixa por tempo suficiente para podermos respirar antes que a insanidade assuma seu lugar e deixe qualquer um do jeito que estou agora: perguntando-me por que as coisas não podem alcançar sua quietude e nos deixar em paz.
..Admito que às vezes me pergunto quantas pessoas fazem as mesmas perguntas que eu. Animo-me a pensar que não sou a única a desejar esse tipo de coisa.
..Mas, ainda assim, temos de aprender a ser fortes, a utilizar o que a vida nos disponibiliza e fazer disso o melhor que pudermos. As coisas podem estar ruins, mas temos de encontrar um jeito de utilizar esse único espaço oferecido entre uma respiração e outra e mandar a vida pra frente.
..Eu estou tentando colocá-la nos eixos. E quanto a você, o que tem feito com sua vida ultimamente?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

C.L.

Quanto a mim, só sou verdadeiro quando estou sozinho. Quando eu era pequeno pensava que de um momento para o outro eu cairia para fora do mundo. Por que as nuvens não caem, já que tudo cai? É que a gravidade é menor que a força do ar que as levanta. Inteligente, não é? Sim, mas caem um dia em chuva. É a minha vingança.

A hora da estrela, Clarice Lispector.


Perdoar..

Perdoar não significa trazer de volta o que há tempos foi destruído ou querer que a distância entre duas pessoas diminua. Perdoar, na maioria das vezes significa deixar o coração e a mente em paz e fazer com que a distância seja menos dolorida, para as duas partes, com a certeza de que esta foi a melhor coisa que poderia ser feita.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

L.L.

Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização.



Lya Luft



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

...

É engraçado como, ao colocar a culpa em mim, você era o errado, sempre foi e sempre será.  Já que seu mundo é feito de mentiras e mais mentiras, conviva com ele, mas sozinho, não peça a minha ajuda quando precisar, não conte comigo porque eu simplesmente não estarei lá à sua disposição. Talvez esteja na hora de você aprender a se levantar sozinho, como eu sempre fiz, enquanto o que você fazia era tentar me derrubar denovo. Divirta-se com o seu próprio veneno, querido!

Explosões - Martha Medeiros

"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.



Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.


Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.


Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.

Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.

Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.


Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.


Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.


Minto, tenho tudo a ver com explosões.

Lost thoughts.

Para entender uma pessoa, a única coisa que você precisa fazer é se colocar no lugar dela. #fato

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Esquecer

Eu perdi muito tempo
esperando fazer você ser o que não é
Eu perdi muito tempo
achando que você seria melhor

E mesmo assim, você ignorou
deixou acontecer
tudo de errado que existe entre nós
sim, a culpa vem de você

Faço questão de esquecer
tudo que vem de você e te tirar de mim
Faço questão de não lembrar
as suas palavras,
elas só fazem eu me machucar

Quando eu achava que tudo estava bem
sempre tinha algo pra me atrapalhar
desculpa mas eu nunca acreditei
eu só pensava que podia melhorar

E mesmo assim, você ignorou
deixou acontecer
tudo de errado que existe entre nós
sim, a culpa vem de você

Faço questão de esquecer
tudo que vem de você e te tirar de mim
Faço questão de não lembrar
as suas palavras,
elas só fazem eu me machucar

Perto do fim
começamos a pensar no começo
Perto do fim
nem eu mesma me reconheço

Faço questão de esquecer
tudo que vem de você e te tirar de mim
Faço questão de não lembrar
as suas palavras, 
elas só fazem eu me machucar.
Fake Number - Esquecer

Acabou.

E foram aquelas pequenas e insignificantes palavras que deram forma ao fato, àquilo que já deveria ter acontecido há muito tempo, e que, por algum motivo não aconteceu. Tudo bem se não for certo, tudo bem se eu me arrepender. Eu já fiz tudo o que poderia fazer por você, já fiz de tudo pra acreditar que iria mudar e não mudou. Me cansei de ter aquele último fio de esperança a troco de nada. Já era. Acabou.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Lost thoughts.

Não nos contentamos com aquilo que temos. Sempre queremos o que não é nem nunca vai ser nosso. Desprezamos o que possuímos. Triste, mas real.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

...

Somos obrigados a amadurecer muito rápido quando a vida nos impõe isso - crescer ou crescer -, mesmo quando somos apenas crianças. Somos obrigados a crescer rápido, a entender tudo o que acontece diante de nossos olhos, nos proteger e proteger a quem amamos. Por isso, nos tornamos adolescentes adultos, muitas vezes considerados caretas, ou simplesmente "diferentes" por não pertencer a um padrão de idiotice da idade. Às vezes chegamos a pensar que não deveríamos ser assim, que deveríamos mudar. Mas hoje? Mudar pra quê? Pra se transformar em mais um robozinho controlado pela mídia? Sinceramente, prefiro ser assim. Doa a quem doer.



Mind games

We're playing those mind games together
Pushing the barriers, planting seeds
Playing the mind guerrilla


[...]


Love is the answer and you know that, for sure
Love is a flower, you got to let it, you got to let it grow


[...]


Mind games - John Lennon



Lost thoughts.

Adquirir cultura significa jogar dinheiro fora, foi o que me disseram. É o que me revolta

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Into your arms

[...]
I'm falling in love, 
But it's falling apart
I need to find my way back to the start
When we were in love
Things were better than they are
Let me back into...
Into your arms
[...]
The Maine - Into your arms


C.F.A.

"E outra coisa - não se esforce. Pelos menos, não tanto. Não fique ai remando contra a maré, dando murro em ponta de faca. Veja - se não fora pra ser, não vai ser. Acredite em mim. Coisa boba essa sua tentativa de ir além. E olhe, eu não estou pedindo pra você desistir não, não é isso. Eu só quero que você pense mais… que tenha argumentos melhores."


Caio Fernando Abreu

Não, ..






..você não tem que ir embora, não tem que partir e deixar um coração despedaçado, como todos fazem. Simplesmente você sempre foi diferente deles, e agora percebo que está quase para ser como eles. Por que? O que aconteceu? Eu não sei. Talvez nem você saiba. Só não quero que você se vá, e você sabe, você não precisa ir. Por mais difícil que seja dizer: mas eu preciso de você aqui !  

C.L.

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui."

Clarice Lispector
A hora da estrela, pág. 21

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lost thoughts.

E é o fato de não saber o que fazer, que desespera.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Olhares.

Olhares que trazem mistérios; olhares que trazem felicidade, dor, alegria; olhares que te intimidam, que te convidam, que te desesperam, que te trazem lembranças; que te impulsionam, que te reprovam. Olhares, olhares.. que apenas fascinam e te apaixonam. Ou não.

King of anything

[...]
So many things I'd say if only I were able
But I just keep quiet and count the cars that pass by
You've got your opinions, man
We're all entitled to 'em, but I never asked
So let me thank you for your time,
and try not to waste anymore of mine
And get out of here fast
I hate to break it to you babe, but I'm not drowning
There's no one here to save
Who cares if you disagree?
You are not me
Who made you king of anything?
[...]
King of Anything - Sara Bareilles

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

É o que dizem..

"Não adianta chorar pelo leite derramado", é o que dizem por aí. Mas será que é sempre fácil deixar o que aconteceu pra trás e seguir em frente? Eu sei a resposta: não. Não é fácil seguir em frente, não é fácil ser obrigado a esquecer, ser obrigado a "deletar" o passado, como se fosse uma máquina sem sentimentos, sem sentidos. Sempre nos dizem as mesmas coisas: "não é tão difícil assim", "com o tempo, você se acostuma", "você vai ver, vai ficar tudo bem"; mas nunca nos disseram como o tempo demora a passar, como as horas se estendem por dias, meses ou até mesmo anos.



Nunca dizem o que fazer para "ficar bem", que o "se acostumar" significam sentir saudade, sentir dor, sentir um vazio imenso. É a mesma coisa, todas as vezes, apesar disso não podemos reclamar, afinal, ninguém sabe como é a dor do outro, ninguém sabe onde a ferida realmente está nem o que fazer para curá-la. Ninguém tem esse dom, além do tempo. Nenhuma outra pessoa ou coisa sabe, como ele, como fazê-lo, como curar a dor da despedida, da saudade, da tristeza, da solidão. Vai ver que é assim mesmo como dizem.. "o tempo cura tudo". Vai ver é assim, e nós nem nos demos conta disso.