sexta-feira, 30 de setembro de 2011


Acorda, toma um café e sai à procura de não sei o quê. Procura, sem saber o motivo, apenas procura. Talvez um dia encontre o que nunca perdeu, o que passou a vida toda a procurar.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Passei a vê-lo melhor. Verifiquei que um certo ar de inteligência animava de certo modo incerto as suas feições. Mas o abatimento, a estagnação da angústia fria, cobria tão regularmente o seu aspecto que era difícil descortinar outro traço além desse."    - Fernando Pessoa

Vai, menino...

         
Me escuta: tire essa tristeza do rosto e jogue-a da janela do seu quarto, do 12º andar, apenas para ter a certeza de que ela não voltará. Vai, vai atrás dos seus sonhos, ergue essa cabeça e segue em frente, e não deixe que nada te impeça, por favor. Corre, menino, não perde tempo, há muito mais lá fora do que você imagina. Corre enquanto é tempo, que o tempo voa e te ultrapassa, e tão de repente te leva, sem que você ao menos perceba, sem que você tenha ao menos vivido.

sábado, 24 de setembro de 2011

Falar dos outros é fácil, o difícil é quando os outros falam de você e te mostram toda a verdade, que até então você tentava evitar. É difícil encarar os fatos, perceber a realidade. Dói, e é como se a sua vida toda não tivesse passado de uma grande mentira. Talvez eles estejam mesmo certos, talvez não, quem sabe? Mas ei, não se importe. Siga em frente. O que eles querem é te fazer mal. 

Lost thoughts.

As pessoas sabem mais do que pensam que sabem, e sentem mais do que aquilo que demonstram.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Acho que não sei lidar com as pessoas, nunca soube e talvez nunca aprenda.
Me desculpe, mas eu não sou perfeita, não posso ir além daquilo que me permito ou consigo. Não é culpa minha, entenda, não dá. E sim, o direito é todo seu de se chatear. Faça o que quiser, fale o que quiser e com quem bem entender. Estou indo, sim, mas você sabe, eu sempre voltarei por você, não importa a situação. Até mais.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

De repente, sumiram-lhe da boca as palavras; dos olhos, o brilho; da face, a expressão.
 Porque essas frases mudas, essas reticências e esses pensamentos tão vagos? 
 É só tristeza, amigo. É só tristeza... 

domingo, 18 de setembro de 2011


Me incomoda tanto te ver assim, com toda essa tristeza, essa solidão. Tanta vida a te esperar e você aí, preso a isso tudo. Eu sei que não é culpa sua. Só queria que as coisas fossem diferentes, mais fáceis pra você porque, sinceramente, você não merece isso.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Você diz que são só sonhos. E eu te pergunto: mas quem é que garante que estes sonhos não podem se tornar realidade? 

sábado, 10 de setembro de 2011

"Why do I always feel invisible?"
                                                                                                                      - Skylar Grey 

Já não sei mais como, nem o que fazer. Não tenho mais certeza de nada. Sinto cada vez mais estar pisando em território desconhecido, prestes a cair, a desabar, a me levar para longe. E fico assim, perdida em meio a minha própria confusão - ou solidão -, esperando que tudo mude. Não vai mudar, eu sei. Mas acredito, continuo acreditando que um dia irá. Repito, não irá. Que custa acreditar? Custa muito, custa a realidade. Custa um mundo de ilusões indo água abaixo.
Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem fatos, a minha história sem vida. São as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer.


- Fernando Pessoa

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Desculpa, amor, se a pressa é tanta, mas é que me desespera tanto - e cada dia mais - essa tua ausência... 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011


Tantas coisas eu gostaria de te falar, mas nem ao menos sei por onde começar. Eu sei, Zé, as coisas não têm sido muito fáceis ultimamente - se é que algum dia foram -, a vida tem sido tão monótona, tão triste, tão estática.  Você sabe - e não tente disfarçar -, não está tudo bem, eu sei disso também. Gostaria de te ajudar, mas como? Eu não sei, não faço a mínima ideia. Um abraço é - ou talvez seja - necessário, mas no momento não é possível. Palavras pouco adiantam, talvez nem ajudem.

Zé, eu queria tanto que não fosse assim, queria tanto que você fosse e estivesse mais feliz. Mas o que eu posso fazer? Nada, senão te apoiar, senão de longe observar os seus passos. Só te peço: não desista assim, não deixe de lutar contra a corrente, não deixe que o vento te atrapalhe. E agradeço por tudo, tudo o que tem feito por mim..

Ei, se algum dia for possível - e acredito que será -, eu quero te ver, nem que seja pra te dar um único abraço ou apenas pra dizer um "oi". Sabe, Zé, você me faz tanta falta, e eu tenho tanto medo.. Tanto medo de te perder pro tempo, pra distância. Talvez não aconteça isso. Talvez sim. Eu não sei. O que eu sei, e tenho certeza, é que você - seja lá como for - é meu irmão, e eu te amo muito, pequeno.
Da sua Maria.